Em um mundo pós-moderno e globalizado, em que a troca de informações acontece de maneira muito ágil, ser transparente, claro e objetivo com os públicos estratégicos, se faz essencial para a construção de uma boa imagem e reputação organizacionais favoráveis.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Fecha para mim, por favor!
Para "comemorar" os dois anos da Lei Seca e não deixá-la cair no esquecimento, o Boteco Aurora e o Bar Ferraz, em São Paulo, contrataram Ogilvy (agência de comunicação) para que juntos criassem uma campanha de impacto com seus frequentadores, alertando-os sobre os constantes (e reais) riscos de beber e dirigir.
O programa Reclame, do canal de TV por assinatura Multishow, mostrou o making of da ação:
http://www.youtube.com/watch?v=KtAp7o6wl0w
A iniciativa vem sendo considerada a "mais eficaz campanha de prevenção rodoviária do mundo" e foi a ganhadora do Leão de Bronze na categoria Promoção, em Cannes 2010. Os ingredientes do sucesso são os básicos: linguagem ideal para o público-alvo, identificação dos principais valores desse público, foco no indivíduo (cada consumidor foi abordado de uma maneira distinta), criatividade na transmissão da informação, alinhamento às necessidades e superação espectativas. Um conjunto de fatores que, ao serem trabalhados em consonância, causam atenção e impacto no momento da abordagem e podem ser multiplicados, possibilitando a criação de interseções (novas abordagens) sobre o assunto. Esse é o papel do comunicador hoje, que deve acima de tudo, ser um estrategista (seja ele publicitário, RP ou jornalista), e focar seus esforços para enfatizar os assuntos em pauta (da empresa ou da sociedade em relação a organização) para promover a aceitação e a mudança sócio-comportamental, principalmente dentro das empresas.
Portanto, idealmente as campanhas internas, sejam elas para a conscientização de uma vacina específica ou para a conscientização do uso racional de luz, água, etc., deveriam seguir esses (ou quase todos) ingredientes. Ou, ao menos, levá-los em consideração.
O novo papel do comunicador nas empresas é ser um elo, um mediador e facilitador entre as estratégias da alta gestão e as necessidades dos colaboradores. É fundamental que o trabalho de comunicação interna seja o de, principalmente, traduzir os objetivos do negócio a todos para que eles possam entender (e lidar) com a realidade (suas ameaças e oportunidades) e realmente se tornarem colaboradores no processo. E sim, estamos falando aqui de objetivos principais (core business), mas ainda de outros periféricos, e também de grande importância.
O funcionário ou empregado só poderá se tornar colaborador de uma campanha quando ele realmente entende e se identifica com ela. Se as pessoas não tem a dimensão do orçamento da área e não veem quanto seu próprio departamento gasta com materiais de escritório, ou mesmo, quanto gasta de impressão de papel em relação aos seus colegas, elas não se engajaram em racionar o uso disso ou daquilo. A comparação tangilibiza e, por isso, a tranparência é uma questão fundamental em todo e qualquer tipo de comunicação de engajamento.
A responsabilidade gera compromisso e revela atitudes, que por sua vez, alimentam a dedicação e o esforço para superar as metas e realizar algo além do previsto. Um ciclo altamente vicioso e, quando bem sincronizado, faz bem a toda a organização. Porque (e os comunicadores da Ogilvy foram brilhantes -e claros- com a mensagem do viral) alguém sempre paga a conta!
O viral que anda rodando o mundo e enfatizando um comportamento universal, por meio de uma idéia vencedora pode ser visto (em inglês, somente) aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=7PiL6sJ325Q
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Comunicação e Confiança deveriam estar lado a lado, mas...
Muitas vezes batemos a cabeça por muito tempo tentando descobrir por que a comunicação não funciona em nossas empresas. Na maioria das vezes, ficamos tentando procurar soluções sem antes reconhecer o problema. Pois então, ai vai o nome do problema que atormenta o ambiente corporativo: falta de confiança na comunicação. Engraçado como nos esquecemos que somos seres humanos e que é inerente à nossa natureza comunicar-se. “Deixe para depois”, “Amanhã falo com o chefe” e o amanhã nunca chega.
Concordo em pensar que os problemas de comunicação empresarial não são somente ocasionados pela falta da comunicação, muitas vezes, são provocados pela falta de confiança na comunicação. O líder exige que seus funcionários estejam motivados e engajados e ele próprio não o está e não confia e inspira confiança em ninguém.
Uma comunicação efetiva somente acontece quando as partes sentem-se livres para dividir suas necessidades e desejos, e confia que aqueles com quem ele está dividindo suas idéias e sentimentos não irão puni-lo no futuro.. Esta comunicação efetiva que buscamos não acontece por acaso. Ela resulta, entre outras coisas, da competência dos líderes que fazem as coisas acontecerem.
Por isso, cabe a nós, como comunicadores e líderes, praticarmos a confiança em nosso ambientes corporativos e inspirar nossos colegas, superiores à praticarem também. Atitude para fazer a comunicação dar certo.
Confiança é a chave deste processo.
Internet + Comunicação - Tempo = Messenger Corporativo
A possibilidade de troca de informações em tempo real encurtou distâncias, ampliou leques e contatos empresariais e aproximou as pessoas. O messenger é uma das conseqüências dessa evolução. Criado, essencialmente, para estreitar relações, hoje ele é utilizado desde bate-papos entre amigos até conferences entre empresários do mundo todo. Claro que com o surgimento deste mercado surgiram empresas especializadas em criação e manutenção dos messengers corporativos, já que eles (ainda) são monitorados.
As empresas perceberam que o messenger corporativo é um bom instrumento para comunicar, estabelecer relações próximas e manter os funcionários sempre atualizados.Diferente do que a maioria pode pensar, a comunicação por meio deste instrumento, costuma ser eficaz e com credibilidade, já que é utilizada para passar informações de caráter estratégico.
Por ser uma mídia relativamente nova, por meio do messenger conseguimos passar informações de maneira clara, objetiva, de fácil entendimento, muito mais do que, por exemplo, por meio de uma revista corporativa.
A chave do sucesso desta ferramenta esta também na possibilidade de interatividade com diversas pessoas, o que aumenta a troca de informações entre funcionários.
Claro que há ainda um longo caminho a percorrer, mas o surgimento da internet, e agora do messenger corporativo, prometem provocar mudanças imensas no que diz respeito à comunicação interna empresarial.
Resta às empresas usufruírem deste instrumento de modo estratégico, a fim de obter estreitamento de relações e o principal, comunicação.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A imagem organizacional deve ser construída de dentro para fora
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Credibilidade x Rentabilidade
Hoje trazemos em pauta o assunto "Credibilidade X Rentabilidade", abordando os grandes sites de discussão - blogs. O que faz as pessoas acessarem os blogs? Será que são as discussões, ou os assuntos mais diversos e estranos? E onde isso influencia financeiramente? Basta acreditarmos?
Abaixo um artigo veiculado no site "BLOSQUE", e que aborda essa onda de Credibilidade e Rentabilidade nos blogs.
-- Texto escrito em primeira pessoa, por Léo Baiano --
O que é “Credibilidade”?
No dicionário diz: Credibilidade s. f., qualidade daquilo que é crível.
O site Visio Search diz que a “credibilidade de um site de Internet, consiste no grau de confiança e credibilidade que um site de Internet transmite aos seus visitantes.” Embora o artigo não se refira exatamente à nossa questão em pauta, concordo com a definição.
A credibilidade de um blog se resume à uma pergunta: seus visitantes e leitores confiam em você, no que você diz?
Há algum tempo, rolou uma discussão na lista Blogosfera, sobre as promoções em voga. A questão da credibilidade foi discutida; também foram discutidos os posts pagos, onde o blogueiro é pago para escrever sobre determinado blog, serviço ou produto. O denominador comum parecia ser que você (o blogueiro) automaticamente perde credibilidade ao escrever um post pago – seja em forma de dinheiro ou para participar de uma promoção – pois está sendo “subornado”.
Eu discordo, e muito. Acredito que minha credibilidade ante você, leitor, é uma confiança que vai sendo construída à cada post, comentário, resposta, troca de idéias. Não creio que você vá deixar de confiar em mim porque eu escrevi uma resenha do BrPoint, ou do Athena de Vento, ou do que quer que seja.
A questão é a seguinte: a confiança do leitor depende do serviço que o blogueiro mostra. Se ao longo do tempo você constrói um blog útil, claro e honesto, e trata seu leitor com respeito e atenção, não é uma mera resenha ou um post sobre um hype que vai destruir essa relação de confiança. A não ser que você pise na bola, e faça uma grande m*erda, claro. Enquanto eu for coerente com minha proposta, e encarar o blog com a seriedade devida, acho justo confiar no discernimento de meus leitores.
Credibilidade e rentabilidade são coisas opostas, incompatíveis ou excludentes?
Por mais que a gente não goste (é, eu também não gosto disso), os hypes rendem mais. O sangue, a morbidez, a fofoca, as mulheres peladas rendem muito mais que um trabalho sério e bem cuidado. E rendem mais rápido. Claro que eu preferiria que fosse ao contrário – mas a realidade é o que é, e não o que gostaríamos que fosse.
É inegável que o “Pânico” tem muito mais audiência do que toda a programação da TV Cultura JUNTA. A Contigo e a Veja vendem muito mais do que qualquer livro decente. Na Internet não é diferente; a baixaria, as fofocas, as bobagens e as tragédias são muito mais procuradas do que os textos úteis e educativos.
Isso não significa que é impossível ganhar dinheiro com um blog sério. Mas é muito mais difícil e demorado, do que com um blog de hypes caça-paraquedistas. Essa é a realidade. E aí temos uma escolha, pessoal, única e intransferível.
Um blog sério deve se preocupar muito com a credibilidade. Sendo um esforço que só vai render realmente à longo prazo, o blog sério precisa da confiança do leitor, para poder crescer.
E o blog de hypes? O blog de fofocas e notícias de moda, precisa de credibilidade?
Em termos. Por mais que se diga o contrário, nenhum blog sobrevive abusando de seus leitores e visitantes (excetuando talvez o Kibe e afins). Você pode sair ileso de alguma sem-vergonhice ocasional – como o Slonik com as Gatinhas assanhadas e molhadas no banho – mas se os leitores e visitantes frequentemente entram no blog esperando uma coisa e se deparam com outra completamente diferente, logo perderão a paciência e não voltarão mais. Então, um mínimo de credibilidade se faz necessário, mesmo para um blog caça-paraquedistas.
Existem ou não casos em que a credibilidade pode ser deixada de lado?
A minha opinião é: não. Sendo que a credibilidade implica numa relação de confiança com o leitor, e sendo que todos os blogs precisam dessa confiança, em maior ou menor medida (a confiança é o que gera inbound links, citações em outros blogs, recomendações boca à boca, enfim, todas essas coisas que, junto à um bom posicionamento nas buscas, são essenciais ao crescimento de um blog), não se pode abrir mão da credibilidade.
Como Gerar Confiança e Construir Credibilidade?
Isso nem é tão difícil assim. Seja honesto com o leitor, cumpra o que promete, diga a verdade. Isso não significa necessariamente escrever um blog “sério”, mas tratar o blog com seriedade. Se o leitor ou visitante acessa o blog esperando encontrar as últimas novidades sobre o hype do momento, e você lhe oferece isso, está construindo credibilidade. Se você quer publicar uma fofoca quentíssima, mas não tem certeza de que ela seja verdadeira, publique-a, explicando que se trata de um rumor e não de um fato comprovado. Isso é credibilidade. Se cometeu um erro, reconheça-o. Isso gera confiança; depois de tudo, ninguém é perfeito.
A mesma coisa vale para os blogs sérios. Respeite seu leitor, SEMPRE, e ele confiará em você.
Credibilidade X Rentabilidade – o que mais pesa na balança?
Se você leu todos os pontos anteriores, e acompanhou meu raciocínio, já deve saber qual é minha opinião à respeito: as duas coisas têm similar importância. Como sempre, é preciso buscar o equilíbrio. Não vejo que seja necessário abandonar a credibilidade, mesmo no cenário acima citado – a preferência do público pelos assuntos mais, digamos, “pedestres”. É perfeitamente possível ter um blog caça-paraquedistas cheio de hypes, sem perder credibilidade.
A menos que para você credibilidade seja igual à “assuntos sérios, educativos, úteis, relevantes para a cultura e inclusive e de preferência não monetizados” – conceito também bastante difundido. Mas isso é assunto para um outro post.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Confiança Interna – Reputação Externa
Acima, a tabela comparativa com os resultados de 2006, mostra que "Tratar bem os funcionários" era considerado por 35% dos entrevistados (o sexto item) como fator de relevância para uma boa reputação corporativa nos Estados Unidos. Em 2010, 72% dos líderes de opinião reconheceram esse item como fator de confiança, um crescimento considerável e que deve ser levado em consideração.
Esse nova postura com relação ao funcionário significa que as empresas precisam cada vez mais se comprometerem com seu público interno. Comprometimento esse que é refletido na identidade com a ética e os valores empresariais, e no orgulho de pertencimento a instituição, fundamentais na hora de comunicar e fazer negócios. E ressalta também a importância do desenvolvimento das pessoas dentro das macro estratégias de uma organização, um investimento na gestão de conhecimento sem precentes até então. O que demonstra que as organizações que trabalham para construir gestões coerentes e inclusivas, pautadas no respeito e na transparência, e mediadas por uma comunicação simétrica de mão dupla, estabelecem uma sólida base de confiança, que se transformam em melhores práticas de mercado.