quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A imagem organizacional deve ser construída de dentro para fora

Confira a entrevista de Mario Persona, escritor, palestrante e consultor de comunicação e marketing, que aborda a importância da comunicação nos dias de hoje e as vantagens de uma comunicação integrada, focando em uma comunicação interna bem feita.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Credibilidade x Rentabilidade

Por mais que tentemos parecer decentes e apresentar algum produto diferenciado, sempre vamos perder para a preferência absoluta dos assuntos escusos, estranhos, mórbidos. Será que precisamos, então, ermos éticos para adquirir confiança? Será que, essa confiança, nos traz credibilidade? Bom... depende se "dá dinheiro ou não".

Hoje trazemos em pauta o assunto "Credibilidade X Rentabilidade", abordando os grandes sites de discussão - blogs. O que faz as pessoas acessarem os blogs? Será que são as discussões, ou os assuntos mais diversos e estranos? E onde isso influencia financeiramente? Basta acreditarmos?

Abaixo um artigo veiculado no site "BLOSQUE", e que aborda essa onda de Credibilidade e Rentabilidade nos blogs.


-- Texto escrito em primeira pessoa, por Léo Baiano --

O que é “Credibilidade”?

No dicionário diz: Credibilidade s. f., qualidade daquilo que é crível.

O site Visio Search diz que a “credibilidade de um site de Internet, consiste no grau de confiança e credibilidade que um site de Internet transmite aos seus visitantes.” Embora o artigo não se refira exatamente à nossa questão em pauta, concordo com a definição.

A credibilidade de um blog se resume à uma pergunta: seus visitantes e leitores confiam em você, no que você diz?

Há algum tempo, rolou uma discussão na lista Blogosfera, sobre as promoções em voga. A questão da credibilidade foi discutida; também foram discutidos os posts pagos, onde o blogueiro é pago para escrever sobre determinado blog, serviço ou produto. O denominador comum parecia ser que você (o blogueiro) automaticamente perde credibilidade ao escrever um post pago – seja em forma de dinheiro ou para participar de uma promoção – pois está sendo “subornado”.

Eu discordo, e muito. Acredito que minha credibilidade ante você, leitor, é uma confiança que vai sendo construída à cada post, comentário, resposta, troca de idéias. Não creio que você vá deixar de confiar em mim porque eu escrevi uma resenha do BrPoint, ou do Athena de Vento, ou do que quer que seja.

A questão é a seguinte: a confiança do leitor depende do serviço que o blogueiro mostra. Se ao longo do tempo você constrói um blog útil, claro e honesto, e trata seu leitor com respeito e atenção, não é uma mera resenha ou um post sobre um hype que vai destruir essa relação de confiança. A não ser que você pise na bola, e faça uma grande m*erda, claro. Enquanto eu for coerente com minha proposta, e encarar o blog com a seriedade devida, acho justo confiar no discernimento de meus leitores.

Credibilidade e rentabilidade são coisas opostas, incompatíveis ou excludentes?

Por mais que a gente não goste (é, eu também não gosto disso), os hypes rendem mais. O sangue, a morbidez, a fofoca, as mulheres peladas rendem muito mais que um trabalho sério e bem cuidado. E rendem mais rápido. Claro que eu preferiria que fosse ao contrário – mas a realidade é o que é, e não o que gostaríamos que fosse.

É inegável que o “Pânico” tem muito mais audiência do que toda a programação da TV Cultura JUNTA. A Contigo e a Veja vendem muito mais do que qualquer livro decente. Na Internet não é diferente; a baixaria, as fofocas, as bobagens e as tragédias são muito mais procuradas do que os textos úteis e educativos.

Isso não significa que é impossível ganhar dinheiro com um blog sério. Mas é muito mais difícil e demorado, do que com um blog de hypes caça-paraquedistas. Essa é a realidade. E aí temos uma escolha, pessoal, única e intransferível.

Um blog sério deve se preocupar muito com a credibilidade. Sendo um esforço que só vai render realmente à longo prazo, o blog sério precisa da confiança do leitor, para poder crescer.

E o blog de hypes? O blog de fofocas e notícias de moda, precisa de credibilidade?

Em termos. Por mais que se diga o contrário, nenhum blog sobrevive abusando de seus leitores e visitantes (excetuando talvez o Kibe e afins). Você pode sair ileso de alguma sem-vergonhice ocasional – como o Slonik com as Gatinhas assanhadas e molhadas no banho – mas se os leitores e visitantes frequentemente entram no blog esperando uma coisa e se deparam com outra completamente diferente, logo perderão a paciência e não voltarão mais. Então, um mínimo de credibilidade se faz necessário, mesmo para um blog caça-paraquedistas.

Existem ou não casos em que a credibilidade pode ser deixada de lado?

A minha opinião é: não. Sendo que a credibilidade implica numa relação de confiança com o leitor, e sendo que todos os blogs precisam dessa confiança, em maior ou menor medida (a confiança é o que gera inbound links, citações em outros blogs, recomendações boca à boca, enfim, todas essas coisas que, junto à um bom posicionamento nas buscas, são essenciais ao crescimento de um blog), não se pode abrir mão da credibilidade.

Como Gerar Confiança e Construir Credibilidade?

Isso nem é tão difícil assim. Seja honesto com o leitor, cumpra o que promete, diga a verdade. Isso não significa necessariamente escrever um blog “sério”, mas tratar o blog com seriedade. Se o leitor ou visitante acessa o blog esperando encontrar as últimas novidades sobre o hype do momento, e você lhe oferece isso, está construindo credibilidade. Se você quer publicar uma fofoca quentíssima, mas não tem certeza de que ela seja verdadeira, publique-a, explicando que se trata de um rumor e não de um fato comprovado. Isso é credibilidade. Se cometeu um erro, reconheça-o. Isso gera confiança; depois de tudo, ninguém é perfeito.

A mesma coisa vale para os blogs sérios. Respeite seu leitor, SEMPRE, e ele confiará em você.

Credibilidade X Rentabilidade – o que mais pesa na balança?

Se você leu todos os pontos anteriores, e acompanhou meu raciocínio, já deve saber qual é minha opinião à respeito: as duas coisas têm similar importância. Como sempre, é preciso buscar o equilíbrio. Não vejo que seja necessário abandonar a credibilidade, mesmo no cenário acima citado – a preferência do público pelos assuntos mais, digamos, “pedestres”. É perfeitamente possível ter um blog caça-paraquedistas cheio de hypes, sem perder credibilidade.

A menos que para você credibilidade seja igual à “assuntos sérios, educativos, úteis, relevantes para a cultura e inclusive e de preferência não monetizados” – conceito também bastante difundido. Mas isso é assunto para um outro post.


Data: 16.07.2007

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Confiança Interna – Reputação Externa

Anualmente, um grande número de publicações e pesquisas de mercado determinam as empresas mais relevantes em quase todos os setores da economia e as melhores práticas utilizadas por essas empresas. Enquanto as grandes revistas e jornais voltados para o mercado publicam rankings das maiores, melhores e mais admiradas, os estudos e as pesquisas apontam tendências e fatores que devem ser levados em conta por todas as organizações que querem se destacar no mundo dos negócios corporativos.


O Estudo da Confiança* da Edelman, a maior empresa de Relações Públicas independente no mundo, é um dos deles. Publicado anualmente é um dos principais estudos globais sobre credibilidade e confiança empresarial. Em sua décima edição, o Estudo da Confiança 2010 mostra que a confiança é hoje a chave para a sustentabilidade das empresas. E, entre outros fatores, o compromisso com os funcionários é o quinto item de maior relevância para a reputação de uma empresa, abaixo de práticas honestas e transparentes, empresa de confiança, qualidade dos produtos e serviços, comunicação frequente, respectivamente. E chama atenção que os resultados financeiros hoje figuram como o fator menos valorizado.

Acima, a tabela comparativa com os resultados de 2006, mostra que "Tratar bem os funcionários" era considerado por 35% dos entrevistados (o sexto item) como fator de relevância para uma boa reputação corporativa nos Estados Unidos. Em 2010, 72% dos líderes de opinião reconheceram esse item como fator de confiança, um crescimento considerável e que deve ser levado em consideração.

Esse nova postura com relação ao funcionário significa que as empresas precisam cada vez mais se comprometerem com seu público interno. Comprometimento esse que é refletido na identidade com a ética e os valores empresariais, e no orgulho de pertencimento a instituição, fundamentais na hora de comunicar e fazer negócios. E ressalta também a importância do desenvolvimento das pessoas dentro das macro estratégias de uma organização, um investimento na gestão de conhecimento sem precentes até então. O que demonstra que as organizações que trabalham para construir gestões coerentes e inclusivas, pautadas no respeito e na transparência, e mediadas por uma comunicação simétrica de mão dupla, estabelecem uma sólida base de confiança, que se transformam em melhores práticas de mercado.

* O Estudo Anual de Confiança da Edelman (Edelman Annual Trust Barometer) 2010, divulgado em janeiro desse ano, é a décima pesquisa de credibilidade e confiança realizada pela empresa. O estudo entrevistou, via telefone, 4.475 líderes de opinião em 20 países, dentre eles o Brasil. Os entrevistados tem entre 25 e 64 anos, possuem formação superior, fazem parte dos 25% da população de seus países com maior renda familiar, e apresentam interesses significativos em assuntos relacionais à mídia, economia e política.






segunda-feira, 26 de abril de 2010

Credibilidade nos negócios

Estamos vivendo em século dominado pelas tecnologias, as mudanças são constantes. Tornou-se vital para uma organização estar atenta a tudo que a cerca, principalmente nos seus públicos estratégicos; em um mundo onde as relações interpessoais estão em baixa, à informação é disseminada instantaneamente em escala universal, e manter uma boa reputação e imagem se tornou uma tarefa complexa, onde a credibilidade se mostra vital, o alicerce indispensável para o sucesso dos negócios.
Os relaçoes públicas são cientistas sociais, uma complexa área pois sua matéria-prima são as relações humanas, que vivem em processo de metamorfose. Um exemplo claro disso, é a formulação da reputação, resultado de uma serié de ações que promovem uma imagem benéfia da organização, que precisa ser acompanhada de forma cuidadosa periodicamente, caso contrario pode destrir todo um planejamento elaborado, culminando com uma série de malefícios para a organização.
Metaforicamente pode ser comparada como cuidar de uma flor uma flor, que é delicada, que necessita de cuidados, de processos rotineiros de cotidiano, que a deixem com vida, um simples descuido, joga todo o trabalho feito fora, a imagem de beleza que existia, dá lugar apenas a simples pétalas murchas e retorcidas.

Para melhor exemplificar, o texto de Fernando Escobar evidencia de forma clara a importância da credibilidade para o mundo dos negócios principalmente na atualidade, além de mostrar basicamente como se dá sua consolidação

Credibilidade- A chave para um relacionamento profissional ( Fernando Escobar).
Credibilidade. Está é a chave. A chave para um relacionamento profissional produtivo, para uma relação duradoura e edificante. Organizações, pessoas, profissionais liberais e departamentos de uma empresa. Todos têm clientes e fornecedores, sejam internos ou externos, formais ou informais e para com esses, devemos estabelecer relações profissionais, que se mantém com um relacionamento baseado, sempre, na credibilidade. Credibilidade se conquista e se mantém á base de trabalho árduo, amparado num tripé composto por confiança; eficácia; transparência.
(1-) Confiança: estabelecer uma relação de confiança é uma das primeiras diretrizes para se conquistar e manter a credibilidade em um relacionamento. A confiança no seu envolvimento, a confiança no seu comportamento para com a solução conjunta do problema, fornecedor é visto como aliado.
(2-) Eficácia e Eficiência: seja eficaz e eficiente. Essa é a segunda diretriz e a mais mensurável de todas. É conseguir cumprir os acordos pactuados; realizar as entregas no prazo e com a qualidade esperados.
Cronograma não é obra de ficção: “Credibilidade. Está é a chave para um relacionamento profissional produtivo, para uma relação duradoura e edificante”.
(3-) Transparência:Para alinhar as duas diretrizes iniciais, vem a transparência. Reforçando o conceito de aliança, compartilhe os problemas, as inquietudes, as certezas. Franqueza e honestidade lhe dão integridade e credibilidade. Deixe tudo as claras. Isso facilita- e muito- a consecução dos objetivos e a solução criativa para os problemas. A busca incessantemente pelo cumprimento dessas diretrizes não garante por si só, o estabelecimento de uma relação com credibilidade. Entretanto, é plausível afirmar que, o descumprimento de qualquer uma dessas diretrizes, minará qualquer tentativa de estabelecimento de um relacionamento crível. Credibilidade perdida, dificilmente reconquista.

domingo, 4 de abril de 2010

Pesquisa de Clima Organizacional: o que pode tirar sua credibilidade?


E aê, pessoas?!

Bom, acredito que a credibilidade de uma empresa pode ser descoberta através de uma pesquisa de cultura organizacional. Talvez os pocessos de endomarketing estejam falhando e a empresa nem desconfiar.

Através de uma pesquisa de clima pode-se descobrir defeitos de filosofias, e prever novas tendências internas. E isso, aliado a um planejamento eficiente, pode ajustar e melhorar as impressões empresariais.

Eu acredito que, para se fazer um bom trabalho FORA, é preciso que também se esteja fazendo um bom trabalho DENTRO.

E, para ilustrar, cito abaixo um texto muito bom sobre cultura organizacional, capturado do Portal de Administração, com sede em João Pessoa/PB.

Enjoy!

- Tiago Chaves






A pesquisa de clima organizacional é uma forte ferramenta dentro das empresas, mas, dependendo da forma como é aplicada, pode despertar a desconfiança por parte dos funcionários, de acordo com o supervisor de RH (recursos humanos) da Dimensional Equipamentos Elétricos S/A, Gerson Masselari.

Em palestra no 3º ConvirRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos), ele afirmou que a pesquisa de clima organizacional é uma forma de monitoramento das condições gerais do ambiente de trabalho das organizações, "em qualquer localidade que a empresa queira investigar", nas palavras do supervisor de RH.

Além disso, ela é um canal importante de comunicação entre a empresa e os colaborados, um termômetro das práticas de gestão. Isso sem falar que pode medir os impactos de mudanças estruturais, culturais e econômicas.

Mas o que se espera dessa pesquisa? Conforme disse Masselari, de modo sintético, o que se pretende é conhecer melhor as peculiaridades e nuances do cotidiano da organização, materializando fatos imperceptíveis aos gestores e transformando em dados aquilo que só se tem uma percepção. Com isso, pode-se determinar linhas de ação.

OS PROBLEMAS
"Quando da aplicação, alguns preceitos devem ser observados. Por ser uma importante fonte de informação, a pesquisa de clima organizacional não pode cair em descrédito, porque também é uma ferramenta de gestão a disposição do RH", explicou Masselari.

Dentre os pontos que colocam tudo a perder, está a falta de objetividade, que torna a pesquisa vaga, ampla e sem conteúdo. A periodicidade também pode se encaixar nesse grupo. "Ela não pode ser muito curta, num tempo em que não se possa aplicar nenhum tipo de ação, ou muito grande", explicou o supervisor de RH.

Outro fator é a falta de critério para a aplicação. Por incrível que pareça, algumas empresas usam a pesquisa de clima organizacional como forma de retaliação, usando informações coletadas dos colaboradores contra os mesmos. Por último, dentre os itens que a colocam em descrédito, está criar perspectivas ou planos de ação que dificilmente serão implantados.

De olho em tudo isso, o supervisor de RH listou aquilo que não deve ser feito em uma pesquisa de clima organizacional. Confira:
* Deve-se atentar para que os gestores eventualmente envolvidos na pesquisa não tenham acesso às respostas antes da compilação dos dados;
* Deve-se atentar para que haja imparcialidade na compilação dos dados;
* Deve-se atentar para que a pesquisa não seja engavetada;
* Deve-se certificar de que foi dado feedback aos interessados (gestores).


Por Equipe InfoMoney
www.administradores.com.br

quarta-feira, 31 de março de 2010

Começando...


Primeira Postagem!!!

Bom gente, pra começar, gostaria de ressaltar que esse blog tem o intuito de apresentar alguns vídeos, textos e imagens que nos façam refletir sobre como nós, no papel de comunicadores, e as organizações, se portam quando o assunto é Credibilidade e Confiança.

Pra começar essa nossa seção de postagens , acessei um site chamado http://www.possibilidades.com.br de Virgílio Vasconcelos Vilela e achei esse texto ai abaixo falando justamente sobre essa questão, da dificuldade que é para nós, como meros mortais, mantermos nossa credibilidade intacta no nosso dia a dia.

Agora, imaginando que isso é dificil pra gente, imagina pra uma empresa que, nem se quer pode pensar em cometer qualquer erro quanto à sua imagem, por que se isso acontecer, ela pode além de perder a confiança de clientes, consumidores, investidores, ir a falência?! Enfim, é um assunto delicado, que iremos abordar mais profundamente nas próximas postagens!

Boa Leitura!

CREDIBILIDADE: melhor gerenciar a sua
Difícil de construir, fácil de perder


Quando nos comunicamos, é comum ouvirmos afirmações, como por exemplo fui, fiz, farei, disse ou as negativas correspondentes. Uma das coisas que fazemos é buscar sustentação para o que ouvimos: procede, é fato, vai acontecer, é verdade? Uma razão para isso é planejamento. Por exemplo, se alguém virá ao nosso jantar e ficou de trazer o arroz, contamos que aquele prato vai chegar antes que a comida seja servida. Se marcarmos um encontro, vamos nos planejar para chegar no horário combinado. O chefe espera que o prazo que o empregado informou para conclusão da atividade seja cumprido. De fato, precisamos de um nível mínimo de certeza para planejar.

Outra possível razão para buscar sustentação para afirmações é para poder aplicar critérios em um processo de tomada de decisão. Por exemplo, se você vai contratar um empregado, vai se basear nas informações disponíveis sobre o que ele sabe fazer para avaliar sua compatibilidade com a função; a qualidade da sua decisão depende da veracidade do que ele e seu currículo dizem. Para decidir se relacionar com alguém, você usa seus modelos mentais sobre a pessoa; descobrir depois da decisão que alguma referência não estava bem sustentada abre possibilidades para desapontamentos.

Muitas vezes não temos informação suficiente para verificar uma afirmação, e temos que recorrer ao histórico de quem fala: essa pessoa tem tradição de falar a verdade, de cumprir o que promete? O padrão que identificamos na pessoa a esse respeito constitui a sua credibilidade perante nós. Como recebemos as informações através da comunicação da pessoa, de fato a credibilidade da pessoa está mais especificamente associada à sua palavra e à relação da palavra com as ações.

Assim, a credibilidade da palavra é um fator extremamente importante para nos relacionarmos. Imagine uma criança que seguidamente escuta promessas do pai ou da mãe que não são cumpridas: como fica a credibilidade da palavra deles? E há um potencial agravante: as palavras não seguidas podem ser relativas a um contexto apenas, como passeios ou encontros, mas outros contextos podem ser "contaminados" pela falta de credibilidade.

Nos casos em que as pessoas não podem validar o que dizemos, teremos somente a credibilidade construída até então. Por exemplo, um marido injustamente suspeito de infidelidade dificilmente terá como provar que não fez nada; mas, se tiver boa credibilidade, suas chances são maiores.

Consequências adicionais
Há outros possíveis inconvenientes em fazer afirmações não devidamente sustentadas. Por exemplo, em uma padaria, uma senhora aguardava na fila do caixa com uma garotinha. Esta queria algo e pediu à mãe, que negou. A menina insistiu, a mãe negou, e isso se repetiu várias vezes. Em certo momento, a mãe finalmente cedeu e comprou o que a menina queria. Vendo aquilo, senti-me, com certa consternação, testemunhando um momento de perda de credibilidade da mãe, que confirmou - provavelmente mais uma vez - que a insistência consegue resultados junto a ela. Neste caso, haverá conseqüências também para a autoridade dessa mãe.

Essa relação entre a credibilidade e a autoridade pode ser observada também em classe: se um professor disser aos alunos que se alguém conversar será mandado para fora da classe, os alunos vão avaliar se aquilo pode acontecer realmente em função do padrão anterior do professor de fazer acontecer o que disse.

Pode também acontecer o que se quer evitar. Por exemplo, muitos filhos pedem opiniões a pai, mãe ou irmão sobre a roupa com que pretendem sair. Uma mãe que elogia incondicionalmente a roupa, talvez com receio de ferir, de fato pode causar um sofrimento maior ao não falar a verdade, se o filho for para a rua vestido inadequadamente. Talvez você já tenha visto algum concurso de cantores em que alguém canta pessimamente mas se acha ótimo, e não aceita a rejeição; acreditamos que comentários críveis dos pais e pessoas próximas devem ser os principais fatores para esse quadro.

Em casos extremos, as conseqüências podem ir além da perda da credibilidade; um caso, real, ilustrará melhor. Uma pessoa de um círculo de amigos foi convidada para um churrasco, disse que ia e não foi, nem telefonou. Depois foi convidada para uma festa, não foi e nada disse. Isso ocorreu ainda uma terceira vez. Nesse caso, a própria relação de amizade foi posta em dúvida.

Efeitos sistêmicos
O alcance das conseqüências da perda de credibilidade pode ser ainda maior, atingindo o nível social. Por exemplo, uma pessoa que descobre que vários políticos mentiram pode generalizar sua opinião para a categoria e, quando vê um político, atribui a este as características da categoria - sem que ele tenha dito uma palavra. Julgar o indivíduo pela categoria, aplicar o genérico ao específico nem sempre é apropriado e justo, mas acontece. De maneira análoga, um prestador de serviços que fala muito e faz pouco pode estar contribuindo para afetar a reputação de toda a sua classe, na medida em que muitos colegas seus façam o mesmo.

Direções para construir credibilidade
Uma importantíssima distinção que deve ser feita é que a credibilidade não é uma característica usa, mas sim de você com relação a alguém. Esse pensamento evita por exemplo que você espere que alguém acredite em você só porque é você que está falando.

Sua credibilidade também pode ser contextual: você pode ter credibilidade quando fala de sua área profissional, mas isso não assegura credibilidade quando você falar de outros temas.

Agora considere que é você que pede opinião sobre sua roupa para alguém. Qual será o valor da opinião para você se:
a) A pessoa sempre fala só coisas positivas.
b) A pessoa de vez em quando diz que algo não está bom, ou chama a atenção para pontos positivos e negativos.

O fato é que, se alguém só fala coisas positivas, você não poderá ter certeza de que, quando ela acha que algo é negativo, ela vai dizer. Ou seja, o fato de alguém dizer também o negativo reforça suas opiniões positivas. Isso é exatamente o oposto do que pensam as pessoas que acham que para ter credibilidade é preciso só elogiar e saber - ou parecer - que sabe tudo.

Uma linha de opções para aumentar sua credibilidade então é dizer a verdade: se sei, digo, se não sei, digo que não sei e se acho, digo que acho. Se concordo ou não, se aprovo ou não, digo o que acho.

Há alguns condicionantes dessa direção. Por exemplo, se você deveria saber e não sabe, como no caso de um professor, então melhor buscar saber. Em algumas situações dizer a verdade, sequer afirmar algo, será irrelevante. Um exemplo é o tocador de violão que erra uma posição ou o cantor que desafina uma nota: comentar sobre o erro não só não vai contribuir como ainda vai atrapalhar o que vier depois. A melhor resposta depende do contexto: se você estiver treinando dança, por exemplo, o erro será informação para melhorar; se for uma apresentação, retomar o fluxo passa a ser o objetivo imediato.

Em relacionamentos românticos, quanto mais transparente você for, melhor será a qualidade da decisão da outra pessoa de ficar com você: ela não se surpreenderá quando algum defeito seu se manifestar; ela estará preparada. Mas transparência demais no início pode contribuir para que o relacionamento nem se consume; talvez seja interessante dosar um pouco!

Esses ajustes são normais em qualquer escolha: verificar a aplicabilidade das referências ao contexto e, se necessário, fazer adaptações.

Síntese
Podemos sintetizar essas idéias como uma disciplina, a “gerência da credibilidade”, pela qual você faz escolhas do que fazer e do que dizer de forma a construir e preservar sua credibilidade junto a outros; essa construção e manutenção são seus objetivos. Claro, não necessariamente com todos e qualquer um, mas com as pessoas relevantes. Ou potencialmente relevantes no futuro. Ou quem sabe também com aquelas para quem somos relevantes.

Virgílio Vasconcelos Vilela
Editor do site www.possibilidades.com.br