Em um mundo pós-moderno e globalizado, em que a troca de informações acontece de maneira muito ágil, ser transparente, claro e objetivo com os públicos estratégicos, se faz essencial para a construção de uma boa imagem e reputação organizacionais favoráveis.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Confiança e comunicação face-to-face
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Credibilidade da Marca
O poder da credibilidade empresarial está totalmente atrelada à marca que esta possue no mercado, e o peso de seu negócio. Em se tratando de transmitir a credibilidade de uma organização, devemos começar sempre com as diretrizes da marca.
Nessa análise, temos o artigo de Ricardo Meirelles, integrante da Equipe B+M Comunicação Interna.
UM PROBLEMA DE CREDIBILIDADE
Muitas companhias grandes tem um problema de credibilidade, acentuado normalmente pela forma com que falam com seus clientes e com a sociedade. Dessa forma, os principais meios que as empresas usam para se comunicar são:
- A comunicação corporativa, baseados basicamente em comunicados de imprensa, e cujo objetivo principal é criar uma boa reputação para a empresa;
- A publicidade, que utiliza os meios de comunicação, desde Internet até anúncios em revistas, com o fim de aumentar as vendas;
- O SAC, que basicamente atende as queixas e reclamações dos clientes.
Esta é uma forma muito esquemática de descrever a comunicação empresarial, porém serve para contextualizar o conteúdo deste texto. O caso é que nas três vias mencionadas, encontramos filtros que dificultam a comunicação: os porta-vozes da empresa, as assessorias de imprensa, as agências de publicidade, as empresas de telemarketing contratadas para a gestão do call center entre outros. Cada um deles tem seu próprio interesse, que influencia muito na forma de como a mensagem é criada e enviada. O problema é que muitas vezes, estes interesses são contrapostos e nem sempre coincidem com os destinatários da comunicação.
Por isto, é muito difícil fazer com que tantas áreas falem apenas uma voz. O normal é que no âmbito corporativo não exista uma forma politicamente correta, a publicidade precisa ser persuasiva enquanto que atenção ao cliente precisa ser mais complacente. Assim, é fácil que hajam incoerências e que o cliente possa percebê-las. Para eles o discurso é de uma única empresa, não importando os meios.
Neste sentido, a marca pode desempenhar um papel fundamental para alcançar essa coerência, definindo uma voz e uma personalidade que se conectam com todos os seus parceiros. Tradicionalmente, porém, significa que a definição e gestão da marca são da responsabilidade dos departamentos de marketing, o que dificulta a sua implementação efetiva em toda a empresa.
A marca deve estar no centro de qualquer negócio, porque a única maneira de ajudar toda a comunicação da empresa que ele representa é que realmente transmita credibilidade.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Comunicação e Confiança: essenciais em um cenário de crise
Além do papel de comunicar os colaboradores e mantê-los informados sobre a realidade organizacional, é imprenscindível que haja uma comunicação interna eficiente para transmitir confiança aos funcionários sobre as ações, a essência, o negócio da empresa. Dessa forma, em momentos difíceis, todos falam uma língua só e agem em prol da recuperação da companhia.
Engana-se quem pensa que iludir os colaboradores com a idéia de que tudo esta sempre as mil maravilhas, que as vendas estão “lá em cima”, quando na verdade a empresa esta em um processo de turbulência econômica.
De más experiências, o cenário organizacional está cheio. O que nós, enquanto comunicadores e relações públicas devemos aprender, é que comunicação eficiente é comunicação clara, objetiva e principalmente verdadeira, pois dessa forma construímos e estabelecemos a tão sonhada credibilidade e confiança de um dos principais stakeholders: os funcionários.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Fecha para mim, por favor!
Para "comemorar" os dois anos da Lei Seca e não deixá-la cair no esquecimento, o Boteco Aurora e o Bar Ferraz, em São Paulo, contrataram Ogilvy (agência de comunicação) para que juntos criassem uma campanha de impacto com seus frequentadores, alertando-os sobre os constantes (e reais) riscos de beber e dirigir.
O programa Reclame, do canal de TV por assinatura Multishow, mostrou o making of da ação:
http://www.youtube.com/watch?v=KtAp7o6wl0w
A iniciativa vem sendo considerada a "mais eficaz campanha de prevenção rodoviária do mundo" e foi a ganhadora do Leão de Bronze na categoria Promoção, em Cannes 2010. Os ingredientes do sucesso são os básicos: linguagem ideal para o público-alvo, identificação dos principais valores desse público, foco no indivíduo (cada consumidor foi abordado de uma maneira distinta), criatividade na transmissão da informação, alinhamento às necessidades e superação espectativas. Um conjunto de fatores que, ao serem trabalhados em consonância, causam atenção e impacto no momento da abordagem e podem ser multiplicados, possibilitando a criação de interseções (novas abordagens) sobre o assunto. Esse é o papel do comunicador hoje, que deve acima de tudo, ser um estrategista (seja ele publicitário, RP ou jornalista), e focar seus esforços para enfatizar os assuntos em pauta (da empresa ou da sociedade em relação a organização) para promover a aceitação e a mudança sócio-comportamental, principalmente dentro das empresas.
Portanto, idealmente as campanhas internas, sejam elas para a conscientização de uma vacina específica ou para a conscientização do uso racional de luz, água, etc., deveriam seguir esses (ou quase todos) ingredientes. Ou, ao menos, levá-los em consideração.
O novo papel do comunicador nas empresas é ser um elo, um mediador e facilitador entre as estratégias da alta gestão e as necessidades dos colaboradores. É fundamental que o trabalho de comunicação interna seja o de, principalmente, traduzir os objetivos do negócio a todos para que eles possam entender (e lidar) com a realidade (suas ameaças e oportunidades) e realmente se tornarem colaboradores no processo. E sim, estamos falando aqui de objetivos principais (core business), mas ainda de outros periféricos, e também de grande importância.
O funcionário ou empregado só poderá se tornar colaborador de uma campanha quando ele realmente entende e se identifica com ela. Se as pessoas não tem a dimensão do orçamento da área e não veem quanto seu próprio departamento gasta com materiais de escritório, ou mesmo, quanto gasta de impressão de papel em relação aos seus colegas, elas não se engajaram em racionar o uso disso ou daquilo. A comparação tangilibiza e, por isso, a tranparência é uma questão fundamental em todo e qualquer tipo de comunicação de engajamento.
A responsabilidade gera compromisso e revela atitudes, que por sua vez, alimentam a dedicação e o esforço para superar as metas e realizar algo além do previsto. Um ciclo altamente vicioso e, quando bem sincronizado, faz bem a toda a organização. Porque (e os comunicadores da Ogilvy foram brilhantes -e claros- com a mensagem do viral) alguém sempre paga a conta!
O viral que anda rodando o mundo e enfatizando um comportamento universal, por meio de uma idéia vencedora pode ser visto (em inglês, somente) aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=7PiL6sJ325Q
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Comunicação e Confiança deveriam estar lado a lado, mas...
Muitas vezes batemos a cabeça por muito tempo tentando descobrir por que a comunicação não funciona em nossas empresas. Na maioria das vezes, ficamos tentando procurar soluções sem antes reconhecer o problema. Pois então, ai vai o nome do problema que atormenta o ambiente corporativo: falta de confiança na comunicação. Engraçado como nos esquecemos que somos seres humanos e que é inerente à nossa natureza comunicar-se. “Deixe para depois”, “Amanhã falo com o chefe” e o amanhã nunca chega.
Concordo em pensar que os problemas de comunicação empresarial não são somente ocasionados pela falta da comunicação, muitas vezes, são provocados pela falta de confiança na comunicação. O líder exige que seus funcionários estejam motivados e engajados e ele próprio não o está e não confia e inspira confiança em ninguém.
Uma comunicação efetiva somente acontece quando as partes sentem-se livres para dividir suas necessidades e desejos, e confia que aqueles com quem ele está dividindo suas idéias e sentimentos não irão puni-lo no futuro.. Esta comunicação efetiva que buscamos não acontece por acaso. Ela resulta, entre outras coisas, da competência dos líderes que fazem as coisas acontecerem.
Por isso, cabe a nós, como comunicadores e líderes, praticarmos a confiança em nosso ambientes corporativos e inspirar nossos colegas, superiores à praticarem também. Atitude para fazer a comunicação dar certo.
Confiança é a chave deste processo.
Internet + Comunicação - Tempo = Messenger Corporativo
A possibilidade de troca de informações em tempo real encurtou distâncias, ampliou leques e contatos empresariais e aproximou as pessoas. O messenger é uma das conseqüências dessa evolução. Criado, essencialmente, para estreitar relações, hoje ele é utilizado desde bate-papos entre amigos até conferences entre empresários do mundo todo. Claro que com o surgimento deste mercado surgiram empresas especializadas em criação e manutenção dos messengers corporativos, já que eles (ainda) são monitorados.
As empresas perceberam que o messenger corporativo é um bom instrumento para comunicar, estabelecer relações próximas e manter os funcionários sempre atualizados.Diferente do que a maioria pode pensar, a comunicação por meio deste instrumento, costuma ser eficaz e com credibilidade, já que é utilizada para passar informações de caráter estratégico.
Por ser uma mídia relativamente nova, por meio do messenger conseguimos passar informações de maneira clara, objetiva, de fácil entendimento, muito mais do que, por exemplo, por meio de uma revista corporativa.
A chave do sucesso desta ferramenta esta também na possibilidade de interatividade com diversas pessoas, o que aumenta a troca de informações entre funcionários.
Claro que há ainda um longo caminho a percorrer, mas o surgimento da internet, e agora do messenger corporativo, prometem provocar mudanças imensas no que diz respeito à comunicação interna empresarial.
Resta às empresas usufruírem deste instrumento de modo estratégico, a fim de obter estreitamento de relações e o principal, comunicação.
